Fumar




Fumar



Não vou cair na velha falácia de dizer que deixei de fumar há uns meses. Porque deixar de fumar implica algo definitivo, algo que todos os que deixámos de fumar buscamos quando tomamos a decisão de não fumar mais. Mas a verdade, é que não deixei de fumar. Simplesmente não fumo. Parece um truque de linguagem, mas não é. Não o é porque de vez em quando continuo a sentir a vontade de fumar um cigarro, de deixar o fumo entrar-me nos pulmões e de me acalmar, de me destressar. Mas não o faço, e pelo caminho encontram-se outras formas de descontrair, de relaxar.
O tabaco faz mal, mas sabe bem. E agora, o que fazer?
Pelo desafio, pela busca pessoal e interior, vale a pena tentar. Descobrir que somos capazes é motivação suficiente para à partida tentarmos.
Sofre-se um bocado quando se pára de fumar, mas em tantas coisas da vida sofremos para ter resultados, porque é que esta seria diferente.
No final do processo sabemos que somos mais fortes, e que o cigarro deixou de tomar conta de nós, dos nossos anseios, das nossas pausas.
É um processo difícil trocar todas as pausas para cigarros por outras coisas. Que fazer quando se pausa? Sem fumar já não se tem uma justificação plausível para parar de trabalhar, ou para ir à rua.

E assim esfumaram-se-me as ideias para escrever mais.

1 comentário:

Ricardo D. Marques disse...

Curioso, cada vez que te vejo estás a fumar. Mas eu não sou exemplo, tenho um péssimo sentido de oportunidade.

ahahahahah