FODASSE

O que será que vai ser deste país. Ai ai.
Andamos todos a anhar à espera do mal que vai acontecer. É certo e sabido. Isto vai ficar pior.
É ver as notícias, em que a palavra CRISE é repetida para cima de muitas vezes por minuto, para ficarmos verdadeiramente deprimidos.
Em todo o lado se fala do que está mal, e nós, os portuguesinhos acostumados a queixar-mo-nos da vida, até que, lá no fundo, se calhar, já sabiamos.
Se sabiamos, porque ficámos quietos, à espera?
Diz-se que somos um povo pacífico. Pacifico o cara#$%! 
Tou farto desta classe política que fala sobre os assuntos como se tudo fosse uma inevitabilidade, uma força maior que os faz fazer o que fazem. Desresponsabilizam-se com uma leviandade que mete nojo.
Dizem que não há inocentes no jogo da política. Mas também não há culpados. Então o que há?

Era bom haver gente séria a aparecer. E não só esta canalha que puxa a brasa à sua sardinha e pouco mais.
Há pouco havia um comentador que falava na televisão, sobre as medidas, sobre o orçamento de estado.
E todo o seu discurso tresandava a defesa contra oponentes políticos, em estratégia de vencer os seus adversários, em mostrar que o que eles fazem é que está bem e o que os outros dizem/fizeram está mal. Mas e o país? E os trabalhadores? Esses devem e deveriam sempre ser o centro da discussão, o busílis da questão que é este estado chamado de "social" deixou de o ser e a passos largos caminha para cada vez o ser menos.
Desconta-se para a segurança social. Segurança Social. Segurança. Social. Nome estranho este. Deveria ser chamada de qualquer coisa como insegurança social. Ou, para ser mais realista e menos incendiário, chamá-la-ia de dever social. O dever que cada um de nós tem de pagar e descontar sobre o que ganha, para o bem comum. E eu se não descontar, sou penalizado por isso. 
E quem gasta o meu dinheiro, fá-lo mal. E se o fizer mal, não é penalizado.
Não pode ser. Envergonha-me que o estado seja, por exemplo, tão mau pagador. É como se eu, que tento o melhor para ser um cidadão cumpridor e exemplar, tivesse uma costela ruim, que é o estado, que se atrasa a pagar as contas, que não cumpre, que não se organiza.
Acabem-se com os comentadores que comentam comentários, acabe-se com o negativismo, acabe-se com a falta de esperança. Ensine-se nas escolas que a política somos todos nós, que o estado somos todos nós e façam as pessoas participar. Obriguem-nas se fôr preciso!

Agora, acreditem que não é a ver debates à noite e a comentá-los no café de manhã que faremos este país melhorar!

FODASSE!

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