Para onde te viras tu
Tejo amado,
Quando te fartas da tua foz?
Para onde vais rio
Quando não ouves nada
A não ser a tua voz?
Despejas a tua fúria,
Ou embalas as gaivotas
E deixas que tudo se esfume.
Tejo, Tejo,
Tu, que mais do que todos
Ouves sempre o meu queixume.
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